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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nervo EXposto

Se perdoar significa simplesmente esquecer tudo o que você me fez para que você possa me cumprimentar sem constrangimentos toda vez que nos encontrarmos, eu realmente não perdôo mesmo! Não é minha obrigação aliviar a sua consciência pesada e suja!
Faço questão que você lembre do que fez comigo cada vez que me vir por aí! Esse constrangimento é o mínimo que eu mereço por tudo que passei e senti por sua causa.
Sei que guardar mágoas é como tomar um copo de veneno e esperar que a outra pessoa morra, mas na minha situação, não tomar esse veneno é pior que o próprio envenenamento!
...
Odeio a frequência que te encontro casualmente nos lugares, e o cinismo que você me apresenta como um "amigo" toda vez pra alguém. Eu não sou seu amigo... E se fosse, você provavelmente me abandonaria quando eu mais precisasse! Eu prefiro que você simplesmente passe reto se me vir em algum lugar, atravessa a rua, vira a esquina... Mas não venha sorrindo na minha direção! Você é contra-mão, porta fechada, rua sem saída... E eu, inseguro, e ressentido como uma criança geniosa que faz manha quando lhe tiram o seu brinquedo favorito, tremo de medo cada vez que te encontro.

Eu não te desejo o mal, mas não acharia nada mal se simplesmente cancelassem suas férias, por exemplo. Se de repente você ficasse trancado para fora de casa em uma noite muito fria; ou ainda fizesse um péssimo negócio na compra de um imóvel!
A única coisa que eu realmente desejo de coração é que ele faça com você exatamente o mesmo que você fez comigo. Que ele corte as suas asas, no exato instante que você estiver curtindo o vôo de olhos fechados, sobrevoando o desconhecido!
E quando você cair, perdido e pedindo informação pra estranhos na rua, todos eles vão ter o meu rosto. Seus namorados terão o meu gosto, e o seu coração vai sangrar como o meu sangrou, na frente de todo mundo!
O nervo que foi exposto, depois do seu sofrimento, nos tornará perfeitos um para o outro, ainda que tarde demais.